Contador não é babá. E isso é bom pra você.
Existe um pedido que aparece com frequência, quase sempre dito de forma sincera: "resolve isso pra mim que eu não entendo de número". Eu entendo o pedido. E, na maioria das vezes, digo não — pelo menos à segunda metade dele.
O que eu resolvo e o que é seu
Resolver, eu resolvo: apuro o imposto, fecho a folha, entrego o balanço. Isso é contabilidade, e é o que você está contratando. O que eu não faço é assumir a gestão no seu lugar. Porque quando o contador vira babá do negócio, o dono deixa de olhar — e não existe empresa saudável com dono que não olha.
Tem um ditado que gosto de repetir: quem engorda o boi são os olhos do dono. Não é o contador, não é o sistema, não é o gerente. É a presença de quem tem o nome na porta. A contabilidade consultiva existe para que essa presença seja informada. Eu trago o número e o que ele significa; você decide o que fazer com isso.
O que muda na prática
Na prática, o que muda é pequeno e é grande ao mesmo tempo. Em vez de receber uma guia e pagar, você recebe a guia com uma frase: "veio maior porque o faturamento subiu, vamos olhar isso". Em vez de um relatório que ninguém abre, uma conversa de vinte minutos sobre o que o mês mostrou. Aos poucos, os números deixam de ser um mal necessário e viram uma ferramenta sua.
Então, se você está procurando alguém que cuide de tudo enquanto você não olha, eu provavelmente não sou o contador certo. Mas se quiser entender a sua empresa e decidir com mais clareza, a gente vai se dar bem.
Então vale a gente se conhecer. Me conta como está a sua contabilidade hoje.